
Eita, juventude arretada: esse portal é teu, é nosso, é do Brasil que inventa futuro
Tem muita gente falando sobre juventude. Pouca gente falando com a juventude. E menos gente ainda deixando a juventude falar por si.
O Portal Juventude Arretada nasce para mudar essa conversa.
Nasce no Recife, com os pés fincados em Pernambuco e o coração aberto para o Brasil inteiro. Nasce da vontade de criar um espaço onde as juventudes não apareçam apenas como número de pesquisa, problema social ou tendência de internet. Aqui, juventude é voz, memória, cultura, invenção, trabalho, luta, afeto, território e futuro em movimento.
A gente sabe que Pernambuco é feito de muitas juventudes. O Nordeste também. E o Brasil, então, nem se fala. Gostamos de pensar que dentro do nosso país existem vários “Brasis”: o Brasil das periferias urbanas, o Brasil do sertão, o Brasil das florestas, o Brasil das comunidades tradicionais, o Brasil das universidades, o Brasil da cultura popular, o Brasil da tecnologia, o Brasil das batalhas de rima, dos terreiros, dos palcos, das ocupações, das redes e das ruas.
O Portal Juventude Arretada nasce desse entendimento: não existe uma juventude só. Existe um mosaico de experiências, identidades, desafios e potências. Nosso olhar parte do Recife e de Pernambuco, dialoga intensamente com o Nordeste, mas não se restringe a ele. Queremos dar visibilidade às juventudes brasileiras em sua diversidade, especialmente àquelas que historicamente foram menos escutadas.
Aqui terão espaço juventudes negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIAPN+, com deficiência, estudantes, artistas, trabalhadores, empreendedores, comunicadores, mães e pais jovens, juventudes de fé, de coletivo, de rua, de pesquisa, de resistência e de criação.
O portal chega na contramão das bolhas que tentam empurrar todo mundo para o mesmo canto. A ideia é fazer o contrário: cruzar histórias, misturar repertórios, aproximar quem cria, quem pesquisa, quem luta, quem sonha e quem faz acontecer.
Nas próximas publicações, você vai encontrar artigos, vídeos, artes, recomendações culturais, produções visuais e narrativas construídas pela equipe do portal e, principalmente, pelas próprias juventudes. Queremos ouvir quem está organizando sarau na periferia do Recife, fazendo cinema no interior de Pernambuco, produzindo cultura em Salvador, criando tecnologia em São Paulo, defendendo o meio ambiente na Amazônia, fortalecendo comunidades no Sul do país ou inventando novos caminhos onde muita gente dizia que não havia oportunidade.
E, ó, já vamos deixar uma coisa clara: este não é um portal para falar difícil. A informação precisa ser acessível, compreensível e compartilhável. A gente acredita que conhecimento não deve ficar preso em gabinete, edital ou universidade. Deve circular. Deve virar conversa, reflexão, ação e transformação.
Também acreditamos que comunicar é um direito. Por isso, o portal está sendo construído com compromisso de acessibilidade, para que juventudes cegas, com baixa visão, surdas e ensurdecidas possam navegar, consumir e produzir conteúdo conosco. Se é para ser espaço público, tem que ser espaço de todo mundo.
O nome “Juventude Arretada” não é só uma expressão popular. É uma escolha política e afetiva. No Nordeste, dizer que alguém é arretado pode significar coragem, criatividade, ousadia, competência, teimosia boa, força diante das dificuldades. E convenhamos: se tem uma coisa que as juventudes brasileiras sabem fazer é inventar saída quando o mundo parece querer fechar as portas.
Este portal também carrega memória. Em 2015, uma experiência chamada Juventude Arretada começou como blog, feita com recursos próprios e muita vontade de conectar jovens. Agora, essa história ganha novo fôlego, nova estrutura e novos parceiros, sem perder o que havia de mais importante: o compromisso com as juventudes e com a transformação social.
Então, chega mais.
Pitaqueie. Leia. Assista. Compartilhe. Critique. Envie texto, vídeo, arte, indicação cultural, ideia de pauta, história do seu território. O portal só faz sentido se for construído em rede.
Porque o Recife não cabe em estereótipo. Pernambuco não cabe em caricatura. O Nordeste não cabe em rótulo. E o Brasil, minha gente, é grande demais para caber em uma única narrativa.
Tem juventude pensando, criando, ocupando, questionando, celebrando, cuidando e transformando em todos esses Brasis que formam o nosso país.
E a partir de hoje, esse portal existe para dizer, em alto e bom som:
óia o bizu: o futuro já está sendo feito por uma juventude arretada.